Agenda positiva do BC depende de abertura de concurso, diz sindicato

Banco Central

Em publicação na sua página da internet, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) questionou a viabilidade do programa BC Mais, lançado pelo Banco Central (BC), diante da situação precária do quadro de pessoal da autarquia. A expectativa é que a autarquia apresente pedido de concurso ao Ministério do Planejamento até o fim de maio.

De acordo com o BC, o BC Mais é uma agenda de trabalho que tem como principal objetivo questões estruturais da autarquia e do Sistema Financeiro Nacional (SFN), buscando gerar benefícios sustentáveis para a sociedade brasileira. Em contraposição aos quatro pilares temáticos do BC Mais (Mais Cidadania Financeira, Legislação Mais Moderna, SFN Mais Eficiente e Crédito Mais Barato), o Sinal elencou os gargalos que precisam ser superados, entre eles, a escassez de servidores.

Efetivo é o menor em 40 anos
O sindicato apontou que o BC possui o menor efetivo desde 1975, com um contingente de 60% da dotação legal, de 6.470 servidores, e que segue reduzindo. Atualmente, o banco conta com um pouco mais de 4 mil servidores (técnicos, analistas e procuradores), havendo ainda a possibilidade de centenas de novas aposentadorias.

O Sinal destacou ainda que em comparação com outros bancos centrais do mundo, o BC foi dos que mais enxugou os quadros, não conseguindo dar posse a todos os aprovados no último concurso e não conseguindo autorização para uma nova seleção até então. “Por este motivo, processos de trabalho correm o risco de parar”, alertou o sindicato.

Consultado pela FOLHA DIRIGIDA, o BC informou que, no momento, avalia que ação adotar com relação ao envio de um novo pedido de concurso ao Planejamento. No ano passado, foi feito pedido para 990 vagas de técnico (150 vagas), analista (800) e procurador (40), mas a banco não obteve êxito. O espero agora é que a situação atual do quadro sensibilize o governo a permitir a seleção.

O cargo de técnico tem requisito de nível médio completo e remuneração inicial de R$ 6.882,57, já com o auxílio-alimentação, de R$ 458. Para analista (nível superior) e procurador (superior em Direito) os iniciais são de R$ 17.391,64 e R$ 19.655,67, respectivamente.
Fonte:Folha Dirigida

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