Saiba como você pode driblar as pegadinhas nos concursos públicos

Pegadinhas em provas de concurso público, quem nunca foi vítima delas? É uma sensação desagradável, não é mesmo? Marcar a questão com bastante convicção, preencher o cartão de respostas confiante e sair do local de provas despreocupado. Mas aí, na adrenalina do momento você não percebeu que tinha um “exceto” no meio do enunciado. Fique calmo, nem tudo está perdido! Logo abaixo, você verá que é possível se preparar para esse tipo de questão e, assim, evitará cair novamente nessas armadilhas.

Nesse momento você deve estar se perguntando: “Como posso evitar que isso aconteça?” Olha, não é tão difícil como parece. Segundo Eric Savanda, professor e especialista em pegadinhas, o candidato deve, primeiramente, descobrir como os elementos estão introduzidos na estrutura da questão para induzi-lo a errar. Essa prática não é algo fácil para se fazer de uma hora para outra. Porém, a melhor saída é praticar! O participante que estuda questões com pegadinhas começa a desenvolver certa habilidade e malícia para identificar de forma rápida as possíveis armadilhas.

“Na verdade, a pegadinha você descobre só depois que cai. Quando você está fazendo simulado é ótimo, mas na prova não adianta. Na prova, é uma experiência desagradável. A única maneira que você tem de se precaver é estudar o que chamo de análises de pegadinhas”, diz Eric Savanda.

Disciplinas que mais derrubam com pegadinhas
Embora o especialista tenha trabalhado muito mais com a área jurídica, ele afirma que por todo o conhecimento que possui em provas de concurso público, as questões de Português são as que mais dão chances para o candidato errar. Em sua maioria, são muitos textos, que exigem atenção, interpretação e raciocínio, fatores que costumam derrubar muitos participantes que se deixam vencer pelo cansaço.

Outro tipo de pegadinha muito comum em provas de concurso público são nas questões de Legislação. Essas armadilhas costumam pegar aquele candidato que tem facilidade de memorização. Bom, decorar não faz mal e nem é proibido, mas é preciso dosar. Algumas bancas exigem bastante raciocínio, onde a teoria da decoreba não ajuda. Por outro lado, outras, como a Fundação Carlos Chagas (FCC), são favoráveis para quem domina essa prática.

“Como é (Legislação) imensa e não tem como nenhum ser humano decorar tudo, aquela pessoa que memoriza tende a decorar aqueles trechos mais importantes. Uma questão pode pegar um trecho da lei e fazer uma pequena modificação, pode ser até uma vírgula ou um prefixo (legalidade/ ilegalidade). Isso aí já é uma pegadinha! Então, esse tipo de coisa, de passar a perna no cara que memoriza, acontece muito em Legislação”, avisa.

Uma dica é manter um hábito constante de leitura. Isso auxilia não só para evitar as pegadinhas, mas em todas as questões que exigem interpretação. A maior parte dos candidatos que caem é porque não estão acostumados com aquela bateria de textos, pois não tem um hábito diário de leitura. Assim, o cansaço bate, palavras passam despercebidas e o erro vira realidade.

Pegadinhas: contra ou a favor?
Esse é um grande debate que rodeia o mundo dos concursos, com opiniões totalmente divididas. Uma parte dos candidatos declara ser contra esse tipo de questão, afirmando que o único papel é passar a perna nele. A outra metade declara que esse é um método eficaz, pois exige mais do que apenas o conhecimento do candidato.

Eric afirma que existem dois tipos de questões: comum e com pegadinha. Qual a diferença? A questão comum testa apenas o seu conhecimento, se você sabe ou não sabe. Já aquela com pegadinha vai testar a sua atenção, perspicácia, seu equilíbrio emocional, entre outros aspectos.

“Cerca de 80% são questões comuns e de 15% a 20% com pegadinhas, mas são justamente nessas questões que os candidatos, mesmo bem preparados, costumam cair. Como? Simples, eles se prepararam para serem testados pelo conhecimento e não pela perspicácia de identificar as pegadinhas inseridas nas questões”, aponta o especialista.

Pois bem, você não deve se preparar apenas para questões que exijam o seu conhecimento. A principal intenção da pegadinha é pegar o candidato bem preparado. Aquele que não está preparado vai errar tanto a pegadinha quanto as demais questões. A pegadinha serve para diferenciar aquele que se preparou mais e com boas ferramentas.

pegadinhas

Sendo contra ou a favor, uma coisa é certa: a pegadinha sempre vai existir. O ideal é se preparar cada vez mais e adaptar os seus estudos para essas possibilidades. Se cair uma vez, analise o que errou e não repita esse erro. Trabalhe o seu raciocínio.
Fonte:Folha Dirigida

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