Poder Executivo tem defasagem de 230.283 servidores

Palacio do Planalto, sede do governo brasileiro, ao entardecer. Projeto de Oscar Niemeyer, 1958. Brasilia, DF. 11/01/2011. Eduardo Aigner

Consta no levantamento de agosto de 2016 que o Poder Executivo apresenta nada menos do que 230.283 postos vagos em todo o país e que precisam ser preenchidos por meio de novos concursos públicos. Para o secretário-geral da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), Sérgio Ronaldo da Silva, esta situação é bem crítica. “Um dos problemas já constatados é que há situações em que um servidor faz o serviço de três e isso tem gerado muitos afastamentos por estresse e lesão de esforço repetitivo”, explicou Sérgio.

O secretário também enfatizou que ao invés de recompor a força de trabalho, o Governo Federal tem deixado essa situação na “gaveta”. Por isso, a confederação sempre pleitea os direitos dos servidores e um dos itens que vem sendo questionando é a abertura de novos concursos públicos para sanar este problema generalizado. Ele explicou que há órgãos com situação crítica em seus quadros e que necessitam contratar profissionais urgentemente.

Dados do levantamento
Pelo documento, um dos órgãos com maior defasagem é a Receita Federal do Brasil (RFB), que tem um déficit de 19.905 profissionais, sendo 10.280 auditores e 9.625 analistas tributários. Outros órgãos com falta de servidores são as agências reguladoras (2.434), Advocacia-Geral da União – AGU (739), Procuradoria da Fazenda Nacional (706), Ministério do Trabalho (1.121), Comissão de Valores Mobiliários – CVM (37), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT (1.593) e Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM (1.178).

Ainda há chances em aberto na área da diplomacia, sendo 600 para assistente de chancelaria, 325 para diplomata e 1.076 para oficial de chancelaria. Para a docência, o número chega a 27.903. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Instituto Chico Mendes e Ministério do Meio Ambiente (MMA) somam defasagem de 4.139 funcionários.

Fora tais instituições, integram esta lista a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Hospital das Forças Armadas (HFA), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério da Cultura, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério da Fazenda etc.

Mais detalhes sobre as vagas do Poder Executivo
Para que sejam preenchidas, tais oportunidades em aberto dependem de uma autorização por parte do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Vale ressaltar que alguns órgãos precisam somente de disponibilidade orçamentária. Como os dados são do final do ano passado, pode ser que este número tenha sofrido alteração. Os motivos são as aposentadorias e os concursos em andamento.

Pedidos de concurso
A RFB tem a expectativa de que seja liberado um concurso com 400 vagas ainda este ano, já que a realização do certame consta no Orçamento Federal sancionado. Tais chances se referem aos cargos de técnico administrativo, analista administrativo, analista tributário e auditor fiscal.

O processo seletivo da PRF está em fase de elaboração da minuta do edital, pois o órgão vê a possibilidade de o Planejamento conceder a autorização no decorrer dos próximos meses devido ao grande déficit de pessoal. A instituição quer abrir 1.200 ofertas para policial.

O DNIT aguarda aval para 1.497 postos distribuídos em cargos com exigência de níveis médio e superior, que são os de técnico de suporte, técnico administrativo, analista administrativo e analista em infraestrutura.

Para este ano, um dos órgãos que espera pela liberação do MPOG é a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No Orçamento aprovado está definido que acontecerá um certame com 231 oportunidades para analista administrativo e especialista em regulação.

No Ministério do Planejamento ainda continuam em trâmite os pedidos do Ministério do Trabalho, Ministério da Fazenda, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), entre outros órgãos.
Fonte:jcconcursos.uol.com.br

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