Como estudar para concursos em tempos de crise? Veja dicas!

Como se planejar financeiramente? Vale a pena investir na preparação para concursos, mesmo numa época marcada pela crise na maioria dos estados e municípios? Se o desemprego está em alta, e as perspectivas não são das melhores para o ano que começa, a carreira pública surge como opção ainda mais sedutora. Afinal, os concursos não estão proibidos. Estão sob restrições temporárias, mas continuarão a acontecer em 2017 e nos próximos anos, pois a máquina pública não pode parar.

Por certo, centenas de concursos serão abertos – veja os mais aguardados de 2017 clicando AQUI. Se a sua sábia decisão for investir na conquista de uma vaga na esfera pública surge, então, seu primeiro desafio: como garantir uma preparação adequada nestes tempos de crise e de grana curta? A tarefa não é fácil, e sua execução dependerá de foco e determinação. E de alguns cuidados práticos.

Para o economista pesquisador Pedro Mattosinhos, “diminuir a conta de luz, evitar gastos com carro, com alimentação fora de casa e eliminar os gastos supérfluos” são boas alternativas para passar pela crise sem desespero. E continua. “Se a pessoa quer economizar dinheiro, deve se preparar para uma readaptação da vida nesse novo contexto, ao menos pelo próximo ano”.

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A taxa de desemprego no último trimestre de 2016, encerrado em novembro, subiu para 11,9%, sendo a última registrada de 11,8%, são 12,1 milhões de brasileiros desempregados. Esta estimativa só deixará de crescer no país em meados de 2017, mas a retomada do pleno emprego, como registrado em 2014, ainda demorará mais. Portanto, nesse contexto, os concursos públicos ainda são a grande opção, mesmo quando o contrato é pelo regime celetista.
Como concurseiros devem enfrentar a crise?
O segredo para o concurseiro passar pela crise sem muitos problemas financeiros pode ser resumido em três pontos-chave: planejamento, disciplina e cortes. Para Pedro, neste período é importante, além de evitar fazer dívidas, esquematizar um corte de gastos. “Recomendo que as pessoas façam uma lista de todos os gastos mensais e vejam ali o que pode ser cortado ou diminuído. Há sempre possibilidades de limitar gastos supérfluos ou de trocar por alternativas mais acessíveis”, revela.

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Especificamente no terreno preparação, é preciso saber que há muitos cursos online bons e caros, mas também há cursos excelentes com valores acessíveis. Alguns conteúdos podem até ser encontrados na internet de forma gratuita. Uma recomendação é que a pessoa conheça melhor os sites e os portais de acesso que oferecem esse material e somente confie em ambientes que tenham uma boa procedência, boa equipe pedagógica e material de qualidade.

Um outro modo de conseguir acessar cursos mais caros é por parcelamento. Busque conhecer melhor as possibilidades do seu material de estudo. Veja se está disponível no digital. Alguns cursos oferecem descontos para quem utiliza esse meio. Outro caminho do possível é compartilhar os conhecimentos e material de estudo, com grupos de estudo. De qualquer forma, gastar com a própria preparação, com planejamento e devaneios, deve ser visto como um bom investimento, uma vez que poderá queimar etapas e levá-lo mais rapidamente até a aprovação.

Paula Galvanin está desempregada, é concurseira e estuda em sua casa, no interior de São Paulo, em Ipaussu. Formada em Administração, seu último emprego foi como auxiliar administrativa, no qual pediu demissão para poder estudar para concursos. Apesar de não estudar em cursinho, a maior dificuldade de Paula é mesmo o dinheiro. “O mundo dos concursos é um ambiente muito caro, nada é de graça. Você tem um milhão de opções sobre tudo o que imaginar e todas elas custam. E caro, muitas vezes.”, continua.

Apesar disso, desistir está fora de cogitação para Paula. “Tenho muitos sonhos, quero conhecer muitos lugares, casar, arrumar minha casa, comprar coisas, ajudar minha família que não é nem um pouco rica e me ajuda muito. A palavra é retribuir. Retribuir tudo aquilo que eles fazem por mim hoje e fizeram no passado, que não foi e não é pouco. Esse é meu objetivo.”

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Moradora do Rio de Janeiro, Silvia de Sena é técnica em enfermagem e estuda em um curso preparatório. E não só isso: com duas filhas e um emprego, sua vida é só correria. “Durmo tarde, acordo bem cedo, estudo muito no trabalho, no ônibus e no metrô. Passo pouco tempo em casa, é difícil”. Para pagar o curso, o parcelamento no cartão foi inevitável. “Fica mais suave para pagar”, diz Silvia, que revela sua postura neste momento de aperto financeiro.

“Não penso na crise. Ignoro notícias da televisão, são sensacionalistas e nos deprimem, é uma fonte de desmotivação. Elas nos fazem perder completamente a fé e a esperança no país e nas pessoas”. Em seu trabalho, Silvia diz não ganhar muito, mas sabe economizar. “Gastar somente o necessário, segurar o dinheiro o máximo que puder. Ensino minhas filhas a economizar, reutilizar e a substituir produtos que hoje estão muito caros. Tudo vai melhorar, não há mal que dure para sempre.”

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De fato, as projeções para o ano de 2017 não são as melhores. Para Pedro, as contratações no meio público serão difíceis, mas não impossíveis. “Se no meio privado temos como vilã a crise e o desaquecimento da economia, no meio público temos a questão do desequilíbrio fiscal e da diminuição dos gastos públicos em decorrência disso e da baixa arrecadação”.

Uma dica para os concurseiros de plantão é que fiquem de olho na política e não desistam do grande sonho. As contratações irão acontecer, afinal de contas, o país não anda sem o funcionalismo público atualizado e competente. Quem não perder o foco, e se mantiver aplicado nos estudos, estará em melhores condições na hora da disputa. Sempre valerá a pena o investimento na realização de um sonho, seja ele no setor público ou privado. E lembre-se: planeje, tenha disciplina e corte supérfluos.
Fonte:Folha Dirigida

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