Saiba mais sobre os cargos do TRE-RJ, concurso programado para 2017

Tribunal Regional Eleitoral -RJ

É tradição do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizar concursos a cada cinco anos, fato esse que se confirma com a previsão de arrecadação de taxas de inscrição no orçamento da União para 2017. Dessa forma, o concurso para técnico e analista do TRE-RJ está em vias de se tornar uma realidade prática para muitos que acreditam que vale a pena ingressar no órgão encarregado do gerenciamento das eleições.

A expectativa é de que milhares de candidatos comecem a se preparar desde já para a realização do sonho de ingressar no tribunal – um caminho já percorrido por muitos, como Bruno Andrade e Beto Flash. Entrevistados nesta matéria especial, ambos contam um pouco de sua experiência enquanto concurseiros e falam de suas atividades profissionais no órgão, onde desempenham as funções de técnico e analista, respectivamente.

Bruno passou para técnico, e logo de primeira
Formado em História, Bruno Andrade não esperava se tornar um técnico judiciário do TRE-RJ. Mas em 2007, após um conselho recebido de seu primo, resolveu se aplicar nos estudos para o concurso do tribunal, conseguindo ser selecionado logo de primeira. “Eu costumo dizer que não fui eu quem escolhi o Tribunal, foi ele que me escolheu. Eu não conhecia muito bem as atribuições do órgão, então comecei a estudar sem muita pretensão de conseguir passar de fato”, explicou.

Durante os seis meses que antecederam a prova, o técnico judiciário procurava estudar todos os dias, por meio de video-aulas e cursinhos preparatórios no final da semana, conciliando com seu trabalho de pesquisa na faculdade. “Estudava a parte teórica durante a semana e, no final de semana, focava na resolução de questões”, disse.

Em relação às atribuições de um técnico judiciário, Bruno disse que há muitos setores possíveis de se trabalhar e, por isso, elas variam bastante. Algumas versam mais nas questões pertinentes ao Direito Eleitoral, outras podem ter foco maior em gestão de pessoas. “Dentro do TRE há muitas setores, eu mesmo já passei pela corregedoria, informática e, agora, estou na presidência. A principal atividade que exerci foi a preparação das eleições, dando suporte aos cartórios eleitorais, fazendo pesquisa de legislação e outros processos internos”, explicou Bruno, que salientou que dentro do TRE também não há muita distinção entre as atribuições de um técnico e um analista.

A ideia era conseguir ingressar no TRE-RJ para poder ter estabilidade. Com o tempo, Bruno foi descobrindo que as vantagens não se limitavam a isso, e hoje aconselha que os futuros candidatos do concurso de 2017 procurem se empenhar para conseguirem ingressar. “Eu tenho bastante carinho pelo tribunal. É um bom local de trabalho para quem deseja uma segurança em relação à renda e um ambiente agradável, sem muito estresse. Mas não, nós não trabalhamos de dois em dois anos, somente a cada eleição, como muitos concurseiros pensam”, brincou Bruno.

Mito, Beto Flash abraçou carreira de analista
Recordista de concursos pelo Guiness Book, Beto Flash se define como um “fanático por conhecimento”. Seu lema, de inspiração socrática, é “só sei que nada sei”, um pensamento que o levou a realizar 60 concursos ao longo dos dez anos em que desistiu de sua carreira já consolidada para se dedicar integralmente à prestação de concursos. Beto, que atua como analista há nove anos, é enfático ao afirmar que o TRE-RJ, levando em consideração seus objetivos de vida, foi e continua sendo sua melhor opção, a ponto de começar a repensar seu plano inicial de ser procurador da República.

“Sempre senti que tinha vocação para essa área. Fui presidente voluntário de seção eleitoral por 12 anos. Essa questão de cidadania e democracia está na minha veia, por isso que, entre todos os concursos que passei, eu escolhi o do TRE-RJ”, explicou. Beto também destacou que escolheu o TRE-RJ por algumas outras vantagens, como o fato de o regime de trabalho ser de seis horas diárias e por poder trabalhar perto de sua residência.

“A vantagem da realização desse concurso para pessoas que desejam continuar se aplicando para outros é o regime de trabalho que, salvo em ano eleitoral, é de meio expediente. Outro fator positivo é que é possível optar por uma das 250 zonas eleitorais preferidas para se trabalhar, levando em consideração o seu local de moradia. Então, é plausível que você trabalhe perto de casa”, ressaltou o analista que trabalha na sede, no Centro do Rio.

Beto disse que o cotidiano de um analista do tribunal difere do de outros órgãos pelo maior contato com o público, e não apenas com processos. “É um trabalho mais lúdico, não é estressante. Lidamos com a preparação das eleições”, disse. O analista, que teceu elogios ao órgão e acredita que valerá muito a pena se inscrever para o próximo concurso do tribunal, ressaltou também a importância da vocação para essa área.

“Acredito que vale a pena fazer uma autorreflexão e dar uma pesquisada antes de se inscrever para o concurso. Depois de se certificar que é isso que realmente quer, o concurseiro tem que se dedicar de verdade aos estudos. Todos sabemos que quem quer passar precisa de muita dedicação”, concluiu, lembrando que, nessa preparação prévia, o estudo por meio do programar de disciplinas e provas anteriores costuma ser o caminho mais acertado.
Fonte:Folha Dirigida

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