Concursos de tribunais pedem nova estratégia. Veja como se preparar!

Tribunais

Concurseiros do Rio de Janeiro e do Espírito Santo tiveram recentemente um motivo especial para comemorar. Saiu o edital do tão aguardado concurso do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange esses estados. Por isso, o professor Carlos Eduardo Guerra, do Portal F3, traz para você, concurseiro, o que ele chama de uma análise contemporânea das seleções para tribunais. Com base nela, Guerrinha orienta o estudo de quem vem tentando ingressar na área, sugerindo uma estratégia focada de preparação.

Para começar, ele garante que você pode confiar nos concursos de tribunais. “Apesar da crise que o país vive hoje, fato é que eles são uma realidade, e não uma promessa.” Para comprovar, ele exemplifica: “No Rio de Janeiro, há edital aberto; em São Paulo, são duas seleções; Minas Gerais, edital; em Pernambuco, também há concurso; o Paraná já fala em abrir mais um… Ou seja, acreditar nas possibilidades de vagas em tribunais já é uma boa dica.”

Apesar da garantia de concursos para essa área, há uma mudança no método de avaliação, que começou com o cargo de analista e hoje já atinge o técnico: muitas disciplinas para poucas questões. O próprio edital do TRF2 comprova essa realidade, mas Guerra alerta: “Ela não se restringe ao Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas contempla o Brasil inteiro”. No caso da 2ª região, serão 40 questões objetivas, sendo 30 de Conhecimentos Específicos, que engloba nada menos que sete Direitos. 

As 30 questões serão divididas entre os Direitos Constitucional, Administrativo, Penal, Processual Penal, Civil, Tributário e Penitenciário. “Isto significa que serão três ou quatro perguntas para cada matéria, cada uma com um conteúdo programático imenso.” E se o modo de cobrança está mudando, a sua preparação precisa acompanhá-lo. Caso contrário, para o professor, as consequências podem ser drásticas. “Se você continuar seguindo o modelo antigo, a sua chance de aprovação é pequena.”

Mas qual é o modelo antigo? Três ou quatro disciplinas, cujos conteúdos programáticos precisavam ser dissecados pelos candidatos. “Vírgula por vírgula, palavra por palavra.” Só depois de cobrir o edital, você podia passar para os exercícios. Hoje, não é mais assim. “Se você tentar fazer isso, a sua chance será remota, porque não haverá tempo, acredite.”

Não se desespere!
Depois de mostrar o caminho aos concurseiros, o professor Guerra explica minuciosamente como deve ser sua preparação a partir de agora. “Para começar, esqueça isso de cobrir o edital. Você vai precisar apenas do básico da teoria.” Acha que o professor enlouqueceu? Ele justifica: “Vamos pegar o tópico ‘processo civil’ como exemplo. Você começa a estudar a teoria e, quando tiver uma noção do que se trata, corre para os exercícios.” É isso mesmo: se farte de exercícios, mesmo sem dominar a teoria. Quando surgir uma dúvida durante o treinamento, a salvação é o professor, o amigo, os sites de busca na Internet, os grupos em redes sociais…

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Mas não pense que receber um conselho como esse é significado de mais facilidade. É necessário resolver o maior número possível de questões. Sem economia! Para quem pretende participar do concurso do TRF2, o professor tem dicas direcionadas: realizar questões da Consulplan ou similares, como por exemplo Carlos Chagas, Funesp, Fumarc… Bancas que focam na literalidade da lei.

Redação: comece a treinar hoje!
Se você é um concurseiro decidido, e entrar para o TRF é sua meta, precisa pensar também na redação. Ela tem um valor significativo na prova e, por isso, não pode ser deixada para o fim. “Comece hoje a treinar sua redação, porque nesse universo de 40 questões, a probabilidade de a diferença do primeiro colocado para o último ser pequena é muito grande”. Por isso, um bom desempenho no seu texto pode fazer a diferença. “Acredite nessas dicas. Resolva muitos exercícios, otimize seu tempo, capriche na redação. Esse é o segredo”, finaliza Guerrinha.
Fonte:Folha Dirigida

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