TRF-RJ: contagem regressiva para o edital do concurso de técnico e analista

Após longos meses de espera, começou a contagem regressiva pelo aguardado edital do concurso para técnicos e analistas judiciários do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro e Espírito Santo (TRF-RJ/ES). Isso porque o órgão já está na reta final dos preparativos do concurso, podendo, já nesta sexta-feira, dia 4, ter a definição de todo o calendário da seleção. O edital é esperado para ser liberado até o próximo dia 15, conforme fonte ligada ao órgão. Já está certo que as inscrições serão aceitas ao longo deste mês.

De acordo com informações passadas pelo TRF-RJ/ES, as provas estão programadas para janeiro, mas especula-se que as avaliações possam ficar para fevereiro. O que está certo é que o tribunal vai respeitar o prazo mínimo de 60 dias de intervalo entre a divulgação do edital e a realização das provas.

Com os preparativos do concurso entrando em sua reta final, é fundamental que os futuros candidatos intensifiquem os estudos, de forma que estejam muito bem preparados e possam conseguir a melhor classificação possível na seleção,de forma que sejam convocados com maior agilidade.

Nesta quinta, 3, ou sexta, 4, representantes da Consulplan (organizadora da seleção) vão ser reunir com os membros da comissão do concurso para definir os detalhes da seleção. A expectativa é de que, após o encontro, sejam divulgados o prazo de inscrição, a data das provas e os valores das taxas. No próximo trecho da matéria, veja Infográfico com mais detalhes sobre os cargos: as áreas que serão contempladas. Como se sabe, o TRF-RJ/ES tem pressa na abertura do concurso, tendo em vista que o órgão não possui mais um cadastro de reserva válido para realizar novas contratações, já que o prazo de validade da seleção passada já foi encerrado. Sendo assim, o tribunal não está podendo repor saídas por aposentadorias, mortes e invalidez.

A seleção será destinada aos cargos de técnico e analista judiciários, que proporcionam, respectivamente, remunerações de R$7.111 e R$11.063. Em junho do ano que vem, quando os selecionados já deverão estar atuando no TRF-RJ, os valores passarão para R$7.320,28 e R$11.405,77. O destaque da disputa é o técnico judiciário sem especialidade. O cargo exige o nível médio completo e tem chamado a atenção de milhares de pessoas, que já procuram cursos preparatórios e reservam muitas horas de estudo em busca da aprovação. Outra função que deverá ter um bom número de concorrentes é o analista administrativo, para graduados em qualquer área.

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Todos os candidatos serão avaliados por meio de provas objetivas. Dependendo do cargo/especialidade, esta será a única etapa de seleção. Para algumas áreas haverá ainda uma segunda etapa composta de redação, estudo de caso, prova prática ou exame físico. Para técnicos sem especialidade (técnico administrativo), que exige apenas o nível médio, haverá 40 questões, sendo dez de Conhecimentos Gerais (Português, Raciocínio Lógico Matemático e Noções de Sustentabilidade) e 30 de Conhecimentos Específicos (Noções de Direito Administrativo, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Penal, Noções de Direito Processual Civil, Noções de Direito Processual Penal, Noções de Direito Tributário e Noções de Direito Previdenciário). Haverá ainda uma redação, de 20 a 30 linhas. O TRF-RJ/ES contrata pelo regime estatutário, que assegura a estabilidade.

Exclusivo para assinantes: no próximo trecho, confira dicas de especialista para a preparação dos candidatos a técnico, com a previsão do número de questões que serão cobradas em cada disciplina. O servidor do TRF-RJ/ES tem direito ainda a auxílios-transporte (variável), alimentação, de R$458 (já incluído na remuneração mencionada); reembolso parcial e proporcional de creche e participação na assistência médico hospitalar (titular e dependentes).

Tribunal tem média de 20 aposentadoria/mês
A carência de pessoal nas varas federais do Rio de Janeiro evidencia que o TRF-RJ/ES realizará no estado um número alto de contratações. Segundo o Sindicato dos Servidores da Justiça Federal (Sisejufe), cerca de 20 aposentadorias são registradas mensalmente, no Rio de Janeiro, e precisam ser supridas. Além disso, o tribunal ficou, este ano, impedido de suprir as saídas por aposentadorias que geraram pensão (restrição imposta pela Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO), o que reforça a expectativa de no ano que vem ocorrerem muitas admissões. Já prevendo a necessidade de contratar de muitos servidores, o resultado lista final do concurso será composto por mais de 3 mil classificados, que poderão ser convocados durante o prazo de validade, de dois anos, prazo que poderá ser prorrogado por igual período. Só para técnico judiciário sem especialidade (técnico administrativo), o cadastro será formado para 1.350 aprovados.

Vale destacar que, tradicionalmente, o tribunal realiza muitas chamadas. Tendo por base os dois últimos concursos, realizados em 2007 e 2011, a média é de 1.300 convocações, sendo 600 para técnico judiciário sem especialidade (técnico administrativo), de nível médio. Na última seleção, em 2011, foram 658 convocações para essa função, sendo 595 no Rio e 63 no Espírito Santo. Em 2007, o TRF fez 620 convocações, sendo 533 no Rio e 87 no Espírito Santo.

Técnico: especialista projeta quantas questões devem ser cobradas
O cargo de técnico judiciário sem especialidade (técnico administrativo), por exigir apenas o nível médio, deverá atrair o maior número de inscritos no concurso do TRF-RJ/ES. Embora os futuros candidatos já saibam que serão avaliados por meio de 40 questões, sendo dez de Conhecimentos Gerais e 30 de Conhecimentos Específicos, o TRF-RJ/ES ainda não informou o quantitativo de perguntas para cada disciplina da prova.

Para orientação dos futuro candidatos, FOLHA DIRIGIDA entrevistou o professor Marcus Silva, especialista com larga experiência na área, para projetar quantas perguntas deverão ser destinadas para cada matéria. Das dez questões de Conhecimentos Gerais, Marcus Silva acredita que deverão ser cinco de Português, três de Raciocínio Lógico Matemático e duas de Noções de Sustentabilidade.

Já em Conhecimentos Específicos, com 30 questões, o professor crê que Noções de Direito Administrativo e de Direito Constitucional deverão ter o maior volume de questões. “Como é um cargo administrativo, essas matérias deverão ser mais exploradas. Minha previsão é de que sejam cinco de Direito Administrativo e cinco de Direito Constitucional”, destacou. As outras 20 questões serão, na visão do professor, distribuídas por Noções de Direito Penal, Noções de Direito Processual Civil, Noções de Direito Processual Penal, Noções de Direito Tributário e Noções de Direito Previdenciário. “Cada uma deles deverá ter quatro perguntas.”

O especialista alertou, porém, que o peso 2 dado à parte de Conhecimentos Específicos e à redação devem alterar o planejamento de estudo dos concorrentes. “Quem está fazendo grade de estudo precisa dar mais tempo às matérias com peso 2. Não deixe, porém, de estudar as outras, pois elas também contam para a aprovação e classificação. O equilíbrio é o segredo do sucesso. Treinem, desde já, para a redação, pois ela deverá ser feita no mesmo dia”, aconselhou.

Marcus Silva também avaliou o tipo de prova da Consulplan, organizadora do concurso. Segundo ele, a instituição ainda é genérica e está criando o seu perfil. “Podemos dizer, porém, que ela é muito literal, parecido com o da Fundação Carlos Chagas, e tem muitas perguntas do tipo certo ou errado. As boas fontes de estudo são as provas anteriores da própria Consulplan e também da FCC”, orientou.
Fonte:Folha Dirigida

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