Receita Federal: sindicato cobrará vagas além das 400 previstas para o próximo ano

O presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Administrativos do Ministério da Fazenda (Sindfazenda), Luis Roberto da Silva, afirmou que irá buscar a ampliação das vagas do concurso previsto para a Receita Federal em 2017. “As 400 vagas teriam que ser apenas para a área de apoio”, observou o sindicalista. A reivindicação porém deverá vir após a valorização da carreira administrativa do órgão, em discussão, seja pela reestruturação do atual plano de cargos, seja pela criação de uma carreia de apoio específica para a Receita. O desejo do sindicato é que a valorização seja obtida antes da abertura da nova seleção.

Da Silva ressaltou que a Receita vive hoje uma situação de pirâmide invertida. “Os administrativos, que são a base, são apenas 4 mil, os analistas tributários, são 7 mil, e os auditores, que são o topo, são 10 mil. É ilógico. O correto é ter uma base maior”. A previsão de concurso da Receita em 2017 para 400 vagas de assistente técnico-administrativo e analista técnico-administrativo, na área de apoio, e auditor-fiscal e analista-tributário, na área fiscal, consta em documento com informações complementares à proposta de orçamento da União para o ano que vem, enviado ao Congresso Nacional em setembro pelo Poder Executivo.

Para ressaltar a insuficiência das vagas, o presidente do Sindfazenda lembrou que o pedido de concurso feito pela Receita no início deste ano foi para 5 mil vagas na área de apoio, tendo sido reduzido pelo Ministério da Fazenda para 847 ao ser encaminhado ao Ministério do Planejamento, a fim de que fossem atendidas apenas as demandas mais urgentes. O sindicalista observou ainda que as vagas previstas para o novo concurso, mesmo que fossem todas para a área de apoio, não cobririam nem as aposentadorias. Segundo ele, cerca de um terço dos 4 mil servidores administrativos em atividade (cerca de 1.300) já possuem condições de se aposentar. Em todo o Ministério da Fazenda seriam metade dos 9 mil ativos.

Iniciais de R$3.756 apenas com o 2º grau
O cargo de assistente técnico-administrativo tem como requisito o ensino médio completo e proporciona estabilidade e remuneração inicial de R$3.756,82. Já os cargos de auditor, analista-tributário e analista técnico-administrativo são abertos a quem possui formação superior em qualquer área. Para esses, os iniciais são de R$16.201,64, R$9.714,42 e R$4.969,02, respectivamente. Há previsão de reajuste para auditor e analista-tributário, para R$18.754,20 e R$10.623,92 já em 2017, além das parcelas programadas para 2018 e 2019. O aumento tem como base um acordo celebrado com o governo, mas depende de aprovação de projeto de lei tratando do assunto, que está em análise no Congresso Nacional. Fique por dentro e não perca tempo: estudo para a Receita é válido para inúmeros outros concursos

Será que os concurseiros que se preparam para o concurso da Receita Federal estão aptos a fazer qualquer seleção da área fiscal pelo país afora? Com certeza! Só ao longo deste ano houve mais de 200 oportunidades de ingresso nesse segmento, o que comprova as inúmeras chances oferecidas todos os anos. Sendo assim, a FOLHA DIRIGIDA entrevistou o especialista Mauro Lasmar, para esclarecer todas as dúvidas sobre o tema e dar dicas cruciais aos futuros candidatos.

Logo de início, Mauro Lasmar já esclarece que, ao estudar para a Receita Federal, um candidato está estudando para qualquer outro concurso que venha a ser realizado nas esferas estadual e municipal. “As atividades desempenhadas são bem similares, logo, o núcleo de conhecimentos exigidos é o mesmo. A base de todos eles é composta por Contabilidade e Direito Tributário, que são as matérias de maior peso, junto com as legislações tributárias específicas de cada esfera.”

No ano de 2015 foram feitos 137 concursos na área fiscal, e este ano, 175, distribuídos pelas regiões Sudeste (64), Sul (63), Nordeste (34), Norte (nove) e Centro-Oeste (cinco). Apesar da crise financeira que afeta o país inteiro, inclusive estados e municípios, o especialista acredita que muitos concursos para a área vão acontecer em 2017. “Sem dúvidas. São mais de 5 mil municípios, onde você encontra remunerações entre R$2 mil e R$22 mil por mês. O legal é que você pode passar em um concurso em uma cidade onde a remuneração seja um pouco menor e lá continuar estudando para os concursos da área fiscal com remuneração maior. O aluno já estará trabalhando com fiscalização e terá qualidade de vida e tempo para continuar se preparando”, ressalta. Garanta sua vaga! Preparatório encurta caminho até a vaga .

No que se refere à preparação para concursos dessa área, Mauro compartilha o segredo do sucesso com os candidatos. “Foquem no núcleo de conhecimentos comuns a todos os concursos de fiscalização. Quando sair a autorização para a seleção, deem uma atenção especial às matérias específicas do certame”, orientou. Pela grande concorrência e o alto nível dos candidatos, os concursos para a Receita podem ser considerados como os mais difíceis da área fiscal. Por esse motivo, o especialista recomenda que os candidatos estudem em cursinhos preparatórios. “Certamente, é mais difícil passar em um concurso estudando sozinho do que que fazendo um curso. Com ele, o tempo de preparo será menor, devido ao direcionamento que os professores dão. Em termos de incentivo, apoio, motivação e outros fatores, a participação do curso também é muito importante”, destacou.

Para Mauro Lasmar, concurso para a Receita Federal e outros da área fiscal devem ser vistos como um projeto de vida, e os candidatos precisam persistir, caso não obtenham sucesso na primeira seleção que fizerem. “O aluno estuda um ou dois anos e desfruta pelo resto da vida da estabilidade e qualidade de vida conquistadas. Focado nos concursos da área fiscal, o aluno que se dedicar não levará quatro anos para conseguir sua vaga. Caso positivo, o retorno financeiro e em qualidade de vida são imediatos”, explicou.

Segundo Mauro, continuidade nos estudos é o único pré-requisito para ser aprovado em um concurso da Receita Federal e outros da área fiscal. “Os candidatos que não pararem de estudar, sem dúvida alguma conseguirão uma vaga”, afirmou. O especialista ainda ressalta que, junto à continuidade, ter um bom planejamento de estudos eficiente é essencial nessa jornada. “O aluno deve definir uma carga horária de estudos semanal que consiga cumprir, deixando um espaço para atividade física e lazer”, e continua. “Quando sair a autorização para o concurso, que em média é realizado sete meses depois, ele deve aumentar a carga horária de estudos semanais e dividí-la entre as matérias de acordo com o peso que o edital der a cada uma”, frisou. Por fim, Mauro Lasmar dá uma dica aos candidatos que vale para qualquer concurso: “Levar os estudos sempre baseado em provas anteriores da banca é o diferencial”.
Fonte:Folha Dirigida

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