QUESTÕES COMENTADAS – Auditoria

1. RESPOSTA (prof. Ricjardeson Dias):
Letra C

COMENTÁRIO (Prof. Ricjardeson Dias):
Nesta questão todas as alternativas estão de acordo com a NBC TA 300 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, entretanto, a letra C contradiz o que se encontra no item 2, logo, esta estaria incorreta, como pode ser visto abaixo:
Papel e época do planejamento (ver item 2)
A1. A natureza e a extensão das atividades de planejamento variam conforme o porte e a complexidade da entidade […]
A2. PLANEJAMENTO NÃO É UMA FASE ISOLADA DA AUDITORIA, MAS UM PROCESSO CONTÍNUO E ITERATIVO, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Entretanto, o planejamento inclui a consideração da época de certas atividades e procedimentos de auditoria que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos adicionais de auditoria. […]
A3. O auditor pode optar por discutir esses elementos do planejamento com a administração da entidade, de forma a facilitar a condução e o gerenciamento do trabalho de auditoria […]


2. RESPOSTA (prof. Ricjardeson Dias):
Letra D

COMENTÁRIO (Prof. Ricjardeson Dias):
Segundo a NBC TA 530 – AMOSTRAGEM EM AUDITORIA, todas as alternativas estão de acordo com a norma, exceto a letra D, como pode ser observado abaixo:
Requisitos Definição da amostra, tamanho e seleção dos itens para teste
6. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do procedimento de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra (ver itens A4 a A9).
[…]
8. O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada (ver itens A12 e A13).
Definição da amostra, tamanho e seleção dos itens para teste Definição da amostra (ver item 6)
Definição da amostra (ver item 6)
A4. A amostragem de auditoria permite que o auditor obtenha e avalie a evidência de auditoria em relação a algumas características dos itens selecionados de modo a concluir, ou ajudar a concluir sobre a população da qual a amostra é retirada. […]
Tamanho da amostra (ver item 7)
A10. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra exigido. Quanto MENOR o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra.


3. RESPOSTA (prof. Ricjardeson Dias):
Letra C

COMENTÁRIO (Prof. Ricjardeson Dias):
Nesta questão a única alternativa que contraria o que consta na NBC TA 706 – PARÁGRAFOS DE ÊNFASE E PARÁGRAFOS DE OUTROS ASSUNTOS NO RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE
Requisitos
Parágrafos de ênfase no relatório do auditor independente
[…]
7. Quando o auditor incluir um parágrafo de ênfase no relatório, ele deve:
(a) incluí-lo IMEDIATAMENTE APÓS o parágrafo de opinião no relatório do auditor;
(b) usar o título “Ênfase” ou outro título apropriado;
(c) incluir no parágrafo uma referência clara ao assunto enfatizado e à nota explicativa que descreva de forma completa o assunto nas demonstrações contábeis; e
[…]


4. RESPOSTA (prof. Ricjardeson Dias):
Letra A

COMENTÁRIO (Prof. Ricjardeson Dias):
A Resolução CFC N.º 1.386/12, que trata sobre Emissão do Relatório do Auditor Independente sobre Demonstrações Contábeis, traz um texto/modelo padronizado para o Parágrafo de Ênfase:

Ênfase
Conforme descrito na Nota Explicativa X, as demonstrações contábeis individuais (controladora) e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As demonstrações contábeis consolidadas elaboradas de acordo com as IFRS aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária, consideram adicionalmente o CTG 04 editado pelo CFC. Esse Comunicado trata do reconhecimento da receita desse setor e envolve assuntos relacionados ao significado e aplicação do conceito de transferência contínua de riscos, benefícios e de controle na venda de unidades imobiliárias, conforme descrito em maiores detalhes na Nota Explicativa X. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto.


5. RESPOSTA (prof. Ricjardeson Dias):
Letra A

COMENTÁRIO (Prof. Ricjardeson Dias):
Conforme a RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.213/0 (Aprova a NBC TA 320 – Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria), a única alternativa que não se adequa a esta resolução seria a alternativa A, como pode ser visto abaixo:
Materialidade no contexto de auditoria
Ao planejar a auditoria, o auditor exerce julgamento sobre a magnitude das distorções que são consideradas relevantes. Esses julgamentos fornecem a base para:
(a) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos de avaliação de risco;
(b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante; e
(c) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria.


6. RESPOSTA (prof. Ricjardeson Dias):
Letra D

COMENTÁRIO (Prof. Ricjardeson Dias):
Consoante ao NBC TA 610 – UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DE AUDITORIA INTERNA:
Objetivo da função de auditoria interna
• Monitoramento do controle interno. A função de auditoria interna pode receber responsabilidades específicas de revisão dos controles, monitoramento de sua operação e recomendação de melhorias nos mesmos.
• Exame das informações contábeis e operacionais. A função de auditoria interna pode ser responsável por revisar os meios usados para identificar, mensurar, classificar e reportar informações contábeis e operacionais e fazer indagações específicas sobre itens individuais, incluindo o teste detalhado de transações, saldos e procedimentos.
• Revisão das atividades operacionais. A função de auditoria interna pode ser responsável por revisar a economia, eficiência e eficácia das atividades operacionais, incluindo as atividades não financeiras de uma entidade.
• Gestão de risco. A função de auditoria interna pode ajudar a organização mediante a identificação e avaliação das exposições significativas a riscos e a contribuição para a melhoria da gestão de risco e dos sistemas de controle.


7. RESPOSTA (prof. Ricjardeson Dias):
Letra A

COMENTÁRIO (Prof. Ricjardeson Dias):
O Relatório de Auditoria será ADVERSO quando o profissional de auditoria concluir que os eventos, as transações e demais registros ou demonstrações contábeis não representam adequadamente a posição contábil da entidade auditada, ou, ainda, quando julgar que as informações colhidas estão incorretas ou incompletas, em tal magnitude, que impossibilitem a emissão do relatório com ressalva.


8. RESPOSTA (prof. Ricjardeson Dias):
Letra C

COMENTÁRIO (Prof. Ricjardeson Dias):
Inventário Físico é o procedimento de auditoria que verifica a existência física dos bens, se os mesmos estão operacionalmente ativos e suas condições de uso. Gerencialmente, é uma atividade que coleta uma séria de informações gerenciais para implementação de controles por unidade, local, centros de custo, responsabilidade, etc. Todos os bens inventariados recebem um número de identificação do bem.


9. RESPOSTA (prof. Ricjardeson Dias):
Letra C

COMENTÁRIO (Prof. Ricjardeson Dias):
Consoante a NBC TA 200 – OBJETIVOS GERAIS DO AUDITOR INDEPENDENTE E A CONDUÇÃO DA AUDITORIA EM CONFORMIDADE COM NORMAS DE AUDITORIA
Definições
Evidências de auditoria são as informações utilizadas pelo auditor para fundamentar suas conclusões em que se baseia a sua opinião. As evidências de auditoria incluem informações contidas nos registros contábeis subjacentes às demonstrações contábeis e outras informações.
[…]
Julgamento profissional é a aplicação do treinamento, conhecimento e experiência relevantes, dentro do contexto fornecido pelas normas de auditoria, contábeis e éticas, na tomada de decisões informadas a respeito dos cursos de ação apropriados nas circunstâncias do trabalho de auditoria.
[…]
Asseguração razoável é, no contexto da auditoria de demonstrações contábeis, um nível alto, mas não absoluto, de segurança.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*