PREPARAÇÃO – ‘Mesmo com retenção de concursos, máquina pública não pode parar’, diz especialista

Apesar da retração no lançamento de novos concursos públicos, quem sonha em ingressar no setor trabalhar em um órgão governamental pode encontrar uma boa oportunidade nos 120 processos seletivos que estão abertos em todo o país. Ao todo, são 20.518 vagas para candidatos de vários níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.213, como, por exemplo, no Ministério Público do Rio Grande do Sul. Em alguns casos, está prevista também a formação de cadastro reserva, ou seja, os candidatos aprovados são colocados em uma espécie de lista de espera e são chamados à medida que postos sejam abertos durante o prazo de validade do certame.

Em Brasília, os destaques vão para as seleções abertas pelo Corpo de Bombeiros, Funpresp-Jud, Conselho de Educação Física e Fiocruz. A escassez de vagas na capital, porém, não desanima a recepcionista Clarice Figo, 23 anos, que estuda há dois anos para concursos públicos. “O pais atravessa um período muito delicado. Enquanto a situação econômica não melhora, vou continuar estudando e torcendo para os editais serem liberados o mais breve possível”, afirmou.

O especialista em concursos públicos do IMP Concursos Públicos, Carlos Alfama, explica que, apesar da contenção na divulgação de editais, o governo sempre vai precisar de funcionários. “Mesmo com toda retenção dos concursos públicos, a máquina da administração não pode parar, ou seja, toda essa situação uma hora vai mudar, e só quem estiver preparado vai conseguir uma oportunidade. Estudar para um concurso é um projeto de médio a longo prazo”, considerou.

Surpresas
O estudante Pedro Novak, 21 anos, está analisando a possibilidade de tentar vagas em outros estados. “A maioria das vagas é em outras regiões, e eu estudo os editais das matérias semelhantes. Não custa arriscar de vez em quando,” afirmou. Segundo Alfama, o momento é apropriado para aproveitar vagas disponíveis em outras regiões, porém, é necessário conhecer a cidade e o cargo a que vai concorrer, para não ter surpresas desagradáveis. “Tentar uma cargo publico em outro estado é uma possibilidade, mas depende muito dos planos do estudante. Caso o concurseiro já tenha uma vida estabilizada, o aconselhável é aguardar a abertura de novos editais na região de origem”, explicou.

Com tantos problemas econômicos no Brasil, muitos brasileiros tem cortado gastos com cursinhos preparatórios e continuam estudando em casa. Na avaliação de Alfama é necessário persistir nos estudos. “Caso o aluno não tenha condições de arcar com as aulas tradicionais, pode optar por aulas on-line, que costumam ser mais baratas. “Só não pode deixar de estudar”, avaliou.
Fonte:concursos.correioweb.com.br

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